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16/09/2020 às 07h18

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Jediel

TERRA DO NOVA DO NORTE / MT

Seca e incêndios afetam principais fontes de vida para o Pantanal no Centro-Oeste
A estiagem criou bancos de areia no Rio Paraguai, um dos maiores do Brasil. Bombeiros lutam contra as chamas sem controle, por terra e com a ajuda de aviões.
Seca e incêndios afetam principais fontes de vida para o Pantanal no Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a seca e os incêndios estão afetando uma das principais fontes de vida para o Pantanal.





O curso d’água nem de longe parece o de um rio que é considerado um dos maiores do Brasil. A estiagem criou bancos de areia no Rio Paraguai, em Ladário, Mato Grosso do Sul. Os pescadores atravessam de uma ponta a outra caminhando.




“Eu estava navegando e bati em uma banca de areia. Em outro lugar, o barco bateu em pedras”, conta Lucenir Aparecida Oliveira Alves, marinheira fluvial.




Em Cáceres, Mato Grosso, a agência fluvial da Marinha registrou, em setembro, pouco mais de meio metro de profundidade. O normal para um período de seca seria 1,5 metro.




Embarcações de grande porte, como as conhecidas como chalanas, são procuradas na região para pesca e turismo. Mas agora elas estão paradas no cais e não conseguem navegar por causa da baixa profundidade do rio. Segundo moradores, essa é a pior estiagem dos últimos 50 anos.



Não chove na região há mais de 100 dias. Rodrigo Martinelli tem um barco-hotel no Rio Paraguai há 15 anos. Ele olha preocupado o nível da água. “Tem lugar no rio que você atravessa a pé, com água batendo na cintura”, explica.





Outro problema é o fogo que está destruindo a vegetação nas bordas do rio. Bombeiros estão combatendo as chamas por terra e com a ajuda de aviões. Mas, como em todo o Pantanal, os incêndios estão sem controle.




"Nós já tivemos grandes secas no Pantanal. Só que essas grandes secas não vieram acompanhadas com incêndios, e isso é extremamente preocupante. Você diminui espaços de alimentação, espaços de reprodução. Então, os impactos são para todo o ambiente pantaneiro", afirma o pesquisador Claumir Muniz.




Para combater os incêndios em Mato Grosso do Sul, o governo federal anunciou a liberação de R$ 3,8 milhões.


 




 





FONTE: G1

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